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sábado, 24 de setembro de 2011

Ponte





E de repente quando algo está perdido,
simplesmente começa a fazer todo o sentido.


O coração é forçado a compreender os erros,
e o que restou.... restou e mais nada.


Feito fumaça, névoa ou perfume que se dissipa no ar.
Como bala que dissolveu no céu da boca.... deixou um gosto bom que sumiu.....


Procurei várias vezes, pois eu queria te dar de verdade.
Mas, faltou.... faltou o seu querer bem, faltou o seu querer muito.....


Sumiu meu bem.... a nossa ponte caiu e você não tem mais um lar dentro de mim.







terça-feira, 13 de setembro de 2011

Carretel




Dando linha e linha e mais linha e mais linha e mais linha.......
Ando enrolando pensamentos, palavras e divagações.
Se não der um nó ....... o risco de alguém se enforcar é alto. 



domingo, 11 de setembro de 2011

Alecrim




E aquele sorriso que costumava brotar dos seus olhos tristes?
E a crença de que nada de mau persiste?
E o sonho de mais um amanhã?


E o gosto doce do teu beijo?
E o calor que cresce do nosso desejo?
E o nosso bem-me-quer, mal-me-quer?


E o alecrim da canção?
E o arco-íris que eu desenhei no teu quadril?
E o que não posso mais falar?


Ah, se eu pudesse te dar Sofia....a mais doce das alegrias? 
Você pararia de chorar?

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O tempo passa tão devagar



Já posso sentir o gosto da água salgada rodopiando no céu da minha boca.
Minha língua roça entre os meus dentes com o desejo de cantarolar.


Cansei dessa doçura enjoativa que amarga no final.
Vejo os olhares que me devoram, me engolem e me lambem feito nuvem de algodão.
Ou seria floco de neve?


Desenho borboletas pelo meu corpo....
Queria que elas me ensinassem a voar.


Fico horas observando a chuva,
feito gato com medo de água, com medo do mundo.


A liberdade dos ventos me chama. Acho que vou jogar flores no ar.
Quero que a tempestade que se aproxima me cubra com os sons dos trovões.


É caminhando que se aprende.......


Nada nessa vida é certo!
Não quero nada... nada .... nada além do cheiro do café, do chocolate e da terra molhada lá fora. 


O tempo passa tão devagar .........

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O latido dos cães (Produção Coletiva )






Parte I – Para Isabel (Por Caucuz)

Eu desisti de você
Não me pergunte em que momento,
mas, acho que sei como foi.

Foi tentando encontrar motivos em suas frases vagas,
Buscando pistas em suas charadas,
Tentando decifrar o teu olhar.. minha doce Isabel.

Eu desisti de você.
Você nunca me pediu para ficar
Sequer pensou em me ligar
Ou dar-me um espaço qualquer.

Fecha os olhos e me apaga da memória
Pois, não estou escrito na tua história
fui o beijo que não foi dado,
sou a lembrança de um adeus.


Parte II- A quem me deixa (Por Marcos Alves Lopes)

Apagar...
O que já me derreteu a memória
Também torturou meus dias noturnos
- É fácil ficar quando a carniça não fede!
- É fácil pensar com a cabeça na rede!

Meu falar torto é pena de viagem
(vadiagem)
Pro rio ou à puta que pariu

Mas, se não entende o latido dos cães
Vai, ou não me venha mais!