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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Chega de finais felizes




Sentou-se debaixo do sol porque estava frio,

Estava presa em seus confusos pensamentos e ansiedade.

Piscava o olho lentamente, como se quisesse ter certeza da própria realidade.

Como se esperasse que a nuvem que cobria seus olhos simplesmente desaparecesse,

Ou quem sabe como as nuvens de chuva, caísse numa chuva de lágrimas.


Não é tão tarde ainda, pensava.

Não está tão frio assim!

Porque meus braços tremem tanto?Ela se indagava.


De repente, levantou-se, mas não caminhou.

Mudou de posição, foi para longe do sol.

Não queria sentir o calor, nem o cheiro das flores.
 
Sentou-se onde havia sombras.

E de lá não quis mais se levantar.......



quinta-feira, 26 de maio de 2011

Dois




 
Arraste seu belo cavalo branco pela superfície deste vasta planície,
Trazes a dor e o sofrimento, infligindo a vergonha na face de tuas vítimas,
as quais estendidas no chão clamam por tua misericórdia e o teu perdão.

Não tenho medo do teu silêncio.
Do escarninho de tuas horas mortas ou das palavras tortas.
Leva a tua peste pelo mundo.
Com a tua Respiração serena e tranqüila.
O tempo passa com o aguilhão das horas.
Mas, só desistem aqueles que têm medo.

Quando ergueres a tua destra para desferir o golpe.
Eis que eu, com a minha espada, já  terei tocado no mais valioso bem de tua doce agonia.
O coração que não mais batia.
O precioso bem que guardavas em segredo.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Imagem sem distorção de luz


Não sabia ainda o por quê daquilo estar lá gravado na memória.

Era como espinho cravado de cuja dor se lembra por muitas horas.

Como música ruim que de tanto que se repete nunca mais se esquece.



Não era mais sangue que vertia.

Não era tinta que escorria.

Era só lágrima que secava.



Na boca ainda tinha aquele gosto amargo de quem provou do veneno da mentira.

Tinha ódio e raiva, mas também pena e compaixão.

Todo mentiroso é um fraco afogado em sua própria desilusão.

Prefiro a solidão verdadeira às costumeiras zombarias de quem tem medo de se olhar no espelho.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Flores secas e estrelas roubadas



Quero me vestir de estrelas,
E me perfumar com as flores que secaram.

Vou pousar meus pés descalços no chão
E andar por aí.....

Vou procurar novas flores,
e renovar as minhas inconstantes esperanças.


Me espera que eu estou chegando....

Vou me aninhar em teu peito largo,
roubar teu hálito quente,
e me entranhar em teu corpo nú.

Quero sentir teu sangue que corre,
e o teu desejo que percorre,
as linhas que marcam meu corpo. 


Quero me cobrir com as tuas estrelas,
Calçar os teus sapatos......
E andar por aí.

sábado, 21 de maio de 2011

O belo e o incerto




Após horas de chuva, podia ver no céu ainda nublado alguns lampejos de sol.
O vento ainda estava frio lá fora,
Mas, de repente sentia novamente uma vontade de caminhar e explorar o mundo.

Há tantos sons, gostos e cheiros para sentir,
Um mundo de sensações e surpresas.
Não mais a certeza do embaraço.

Não há mais laços que se enrolem em pensamentos confusos,
Nem amarras que a prendam de sair,
Queria desbravar o horizonte.
Bater asas por aí.

Como é bom respirar sem pressa.
Sonhar sem nenhuma promessa.
Abraçar o desconhecido,.
Ignorar o próprio destino. 

A delícia de desconhecer a própria desventura,
Ou será simplesmente reconhecer a preciosidade da aventura?
Um mundo inteiro de pequenas alegrias mutáveis.
Uma vida inteira para recomeçar.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Primeiro um beijo, depois vem a mordida

Não tenho paciência para coisas que me dão sono ou me aborreçam. Gosto de mistérios, mas aprecio as duras verdades sinceras. Quero aprender coisas que não conheço e desconhecer o que já sei. Quero o doce que fica amargo no fundo da língua, água salgada que arde a pele e vento frio que me aqueça. Se não me entende, não me aborreça! Não escrevo cartas, mas escrevo poemas, rimo letras, adjetivos e substantivos com o peso das palavras duras. Sou fã de todas as cores escuras, de beijos com mordida, do veneno da tua saliva e de tristes despedidas. Devora-te já, pois me decifrar é impossível!