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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Sinal vermelho


Saudade é feito um pigarro que faz meu coração tossir.
É feito sinal fechado, que se observa atentamente querendo fazê-lo abrir com a força do pensamento.

Vontade de fugir de tantos espaços vazios..... Já começei a arrumar as malas.

 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Diabo de terno e gravata


Já era dia quando abria porta de casa.
A noite sumiu em meio aos sonhos e aos desejos.
Quando ele colocou a mão na minha cintura e me tirou para dançar, juro que me esqueci do teu silêncio.
Perdi o juizo dentro dos beijos e do calor que me devorava.
Eu já tinha te contado que Rafael era um demônio.
Na noite passada, eu cedi a tentação.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Rimas com você no meio


Um véu de estrelas cadentes cobriu o azul do céu inteiro.
Dezembro já tá no meio.
Quero ver logo janeiro.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Cacau plain and small


Aceito: 

Uma xícara de café expresso sem açúcar;
Um brownie crocante com cobertura quente de chocolate meio-amargo;
Um bom livro de contos;
Um melhor amigo humano;
Um melhor amigo de 4 patas;
1 passagem de avião com destino incerto;
Alguém que me busque no aeroporto com um sorriso aberto.


Ps: Comecei a escrever a minha tese. Perdoem meus rompantes criativos, eles fazem parte do processo.
Trilha para o post: Simple Life- The Weepies

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Abra o seu airbag. O nosso carro vai bater



Eu fiz uma curva errada,
Estava acelerada, derrapei e lá vamos nós de encontro ao chão.


Lamento pelo meu erro,
Mas, foi o desespero,
e a tentativa abrupta de contornar a situação.


Eu me perdi na estrada....
Eu te perdi na estrada.
Tenho medo de fechar meus olhos e você sumir com a fumaça do nosso carro em chamas.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O gato roubou a minha lingua



Brisa doce invadiu a janela....
O gato ronronou, se enrolou e voltou a dormir.
Preguiça gostosa me beija e me enrosca.
Acho que estou mais preguiçosa que o gato.
Acho que o gato comeu a minha língua......

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Despertar



Doce desencanto estende teu manto e me acorda sutil.
Beija-me voraz na despedida.. Parte ao amanhecer.
Reconheço agora a névoa úmida do despertar.
Ainda sinto o gosto dele, mas... é hora.
Hora de abrir os olhos.  

sábado, 24 de setembro de 2011

Ponte





E de repente quando algo está perdido,
simplesmente começa a fazer todo o sentido.


O coração é forçado a compreender os erros,
e o que restou.... restou e mais nada.


Feito fumaça, névoa ou perfume que se dissipa no ar.
Como bala que dissolveu no céu da boca.... deixou um gosto bom que sumiu.....


Procurei várias vezes, pois eu queria te dar de verdade.
Mas, faltou.... faltou o seu querer bem, faltou o seu querer muito.....


Sumiu meu bem.... a nossa ponte caiu e você não tem mais um lar dentro de mim.







terça-feira, 13 de setembro de 2011

Carretel




Dando linha e linha e mais linha e mais linha e mais linha.......
Ando enrolando pensamentos, palavras e divagações.
Se não der um nó ....... o risco de alguém se enforcar é alto. 



domingo, 11 de setembro de 2011

Alecrim




E aquele sorriso que costumava brotar dos seus olhos tristes?
E a crença de que nada de mau persiste?
E o sonho de mais um amanhã?


E o gosto doce do teu beijo?
E o calor que cresce do nosso desejo?
E o nosso bem-me-quer, mal-me-quer?


E o alecrim da canção?
E o arco-íris que eu desenhei no teu quadril?
E o que não posso mais falar?


Ah, se eu pudesse te dar Sofia....a mais doce das alegrias? 
Você pararia de chorar?

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O tempo passa tão devagar



Já posso sentir o gosto da água salgada rodopiando no céu da minha boca.
Minha língua roça entre os meus dentes com o desejo de cantarolar.


Cansei dessa doçura enjoativa que amarga no final.
Vejo os olhares que me devoram, me engolem e me lambem feito nuvem de algodão.
Ou seria floco de neve?


Desenho borboletas pelo meu corpo....
Queria que elas me ensinassem a voar.


Fico horas observando a chuva,
feito gato com medo de água, com medo do mundo.


A liberdade dos ventos me chama. Acho que vou jogar flores no ar.
Quero que a tempestade que se aproxima me cubra com os sons dos trovões.


É caminhando que se aprende.......


Nada nessa vida é certo!
Não quero nada... nada .... nada além do cheiro do café, do chocolate e da terra molhada lá fora. 


O tempo passa tão devagar .........

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O latido dos cães (Produção Coletiva )






Parte I – Para Isabel (Por Caucuz)

Eu desisti de você
Não me pergunte em que momento,
mas, acho que sei como foi.

Foi tentando encontrar motivos em suas frases vagas,
Buscando pistas em suas charadas,
Tentando decifrar o teu olhar.. minha doce Isabel.

Eu desisti de você.
Você nunca me pediu para ficar
Sequer pensou em me ligar
Ou dar-me um espaço qualquer.

Fecha os olhos e me apaga da memória
Pois, não estou escrito na tua história
fui o beijo que não foi dado,
sou a lembrança de um adeus.


Parte II- A quem me deixa (Por Marcos Alves Lopes)

Apagar...
O que já me derreteu a memória
Também torturou meus dias noturnos
- É fácil ficar quando a carniça não fede!
- É fácil pensar com a cabeça na rede!

Meu falar torto é pena de viagem
(vadiagem)
Pro rio ou à puta que pariu

Mas, se não entende o latido dos cães
Vai, ou não me venha mais!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Desgostando



Não gosto do gosto desse (des)gosto de mim!


Parto da premissa que não era para ser assim....



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Dois passos para atrás


Senti vibrar meu corpo na palma da mão.

Vibrou minha alma....

Vibrou meu coração....

Desnudei meus sentimentos enquanto andava pra trás.

Dois a três passos apenas.... Recuar é bom para observar melhor.....


Você se sentou na minha sala e falou por horas....

Gosto das suas surpresas enfiadas em desculpas esfarrapadas para me ver.

Dois passos para frente e dessa vez você não me deu um suspiro. Você roubou um beijo!
Quero um café..... e hoje voltei a fumar um cigarro.

Rafael tinha nome de anjo, mas no fundo me tentava feito um demônio!


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Rouxinol



Não sei de onde veio aquela caixa, mas eu a encontrei aos pés do meu portão.
Era uma caixa grande e alta, envolta em um belo papel lílas com muitos furos,
e um grande laçarote cor-de -rosa.


Rosa é a minha cor favorita, acho que desde os meus 10 anos de idade.
Independente do remetente da caixa, a pessoa devia me conhecer para saber que o laço de qualquuer presente para mim, impreterivelmente deve ser rosa.
Corri para dentro de casa e abri a caixa rapidamente, 
dentro dela havia uma bela gaiola dourada com um belíssimo exemplar de um rouxinol azul.
Quem aprisionou o rouxinol? Como aquela gaiola foi trazida até mim....


Dentro da gaiola havia um pequeno bilhete que dizia: -Se você chorar vou embora.


Por horas pensei o que fazer com o pássaro, mas como já tenho um canário belga (Sr. Antero de Olviedo) achei que não faria mal cuidar de mais um pássaro.
Durante dias a fio o rouxinol não se movia, não comia a não cantava.
Bicho estranho! -Pensei, deve estar infeliz na gaiola.


Procurei veterinários, especialistas, enciclopédias.... nada
Nada fazia o rouxinol cantar.


Numa tarde, após um dia muito cansativo sentei-me na varanda e fitei o céu
Minha mente carregava o peso das nuvens que antecipavam a chuva
E o coração tinha o vazio das horas mortas.


De repente um belo canto começou a ecoar do fundo da gaiola dourada....
era ele, o rouxinol......
Cantava tão suave que parecia mais um anjo....
A vibração de seu canto tocou a minha alma de forma tão plena que começei a chorar......


Entrei correndo para chamar alguém para ver que o bico cantava.... e quando voltei para a varanda para filmar o feito do passaro..... a gaiola estava vazia.... 


Lembrei-me do bilhete e fiquei pensativa. 
Maldito presente!!!!!



domingo, 21 de agosto de 2011

Dona Felicidade




E a Dona Felicidade resolveu me visitar, mas ela estava fantasiada de Gato de Cheshire!


Danada! Tomou do meu chá, comeu do meu biscoito e fingiu que era o raio do gato.


Sorte dela que gosto de gatos..... e sou louca pelo gato de Cheshire.


Ela deitou na minha cama, ronronou no meu ouvido e ainda me deu um beijo.


De manhã, foi-se embora novamente.


Felicidade não se prende.... aprende menina! Felicidade se sente! Se sente!!!!!


(Ps: Em setembro vou tatuar o gato de cheshire no meu corpo... quem sabe a Dona Felicidade não vem me visitar novamente) 







Madrugada



Não se preocupe, já é tarde.
Estou em casa e chove lá fora.


Deixe que o vento varra para longe o que não dissemos.
E que a chuva apague o que eu sinto.
Quero que o fogo lamba todo o sentimento, e que não reste mais nada no meu coração.


Sinto dor e quero falar.
Vou fechar a porta.
Ignorar a tua voz.
Não vou mais deixar você entrar.


É amargo o gosto do teu não gostar.
É triste este sentimento que você mente. 
Não diga mais que você me quer.
Não vale fingir o que não se sente.  

terça-feira, 16 de agosto de 2011

No ovo da Ema brotou uma estrela (Dedicado a Marcos Alves Lopes)



Era um astrônomo que buscava as desvendar as estrelas no interior dos homens.
Estrelas confusas, de cores difusas e brilhos secretos.
Cientista que colocava dentro de um microscópio as miudezas da natureza humana.
De dentro para fora ou de fora para dentro? Não importa. É pé na porta. E porta é para ser aberta.  
Tinha o dom da oratória e do paradoxo metafórico.
Era inspiração inspirada.
Mestre observador dos lances viscerais no tabuleiro da vida.
Literatura atrevida, psicanálise (re)inventada, poesia, proesia, poema.....
E a Ema? Que ema?
Não precisa de rima. Marcos é literatura feita de baixo para cima, ou será de cima para baixo?
Veio de ouro no lodo da terra, mas não é poeta ou escritor. É inventor!

sábado, 13 de agosto de 2011

Noite vadia





Quero ser lágrima que nasce nos teus olhos, percorre a tua face e morre na tua boca.
Quero ser o gemido do teu corpo ao penetrar o meu.
Quero ser a fome que te consome ao me ver partir.
E a dor que te desola por não poder dizer que é só meu.


Sou o sussurro dos teus sonhos a me pedir para ficar.


Não quero o amor morno dos lençóis embaraçados
quero a fugacidade do desejo ( não dito, mas profetizado)
dois corpos num anel de fluxos- fluidos e gemidos
quero, antes, o fim do dia
num crepúsculo que anuncia
mais uma noite vadia!




Produção coletiva: Eu e Marcos Alves Lopes


Marcos, você é o mestre! 

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Allegro non molto






(Inspiração: Primavera- Allegro " As quatro estações"- Vivaldi)


Em Veneza nós vivemos juntos todas as quatro estações daquele ano.

Em meu corpo ele compôs Primavera.

Desenhou em meu colo a verão.

Dentro de mim ele fez o Outono Allegro.

Nos abraçamos forte por todo o Adagio Inverno.

Vivaldi me pediu um beijo, e eu dei.... ele me deu em troca toda uma sinfonia.


 








sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Cansado de chuva



José deitava na grama verde e olhava para o céu.....
Gostava de pintar com os dedos sorrisos nas nuvens.
Temia que elas ficassem tristes e começasse a chover....

José ria enquanto pensava: -Tô cansado de chuva.... hoje eu quero ver o sol!  

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Palíndromo



Davi conhecia o meu coração como ninguém mais poderia conhecer.
Era dele toda a minha essência, meus suspiros e olhares perdidos no azul infinito do amanhacer.
Por vezes, deixei me enrolar na rede de alguns pescadores.... alguns gentis e sinceros, outros sombrios e melancólicos...


Pedro me olhava como quem esperasse uma resposta,
alguma esperança, algo que o fizesse ficar.
Pedro apertava meus lábios contra os dele, e seus olhos me consumiam com sua paixão
Eram dele alguns inquietantes pensamentos,
mas eu não podia lhe dar o que já não era mais meu. 


João me abraçava forte como quem tem o medo da perda; 
Queria conversar comigo sobre seus sonhos,
queria que eu lhe acalmasse as noites mal-dormidas.
Eram dele algumas doces canções,
mas eu nuca pude lhe falar de amor, quando por ele não o sentia.


Rafael me observava como uma mariposa encantada pelas chamas de uma vela.
Tentava se aproximar e se afastava,
por vezes quis me tocar e fugia.
Erámos como ímãs que se desejavam e se repeliam.
Eram deles alguns inconstantes desejos , 
mas eu não podia sonhar com castelos, quando já estava aprisionada.


As redes passavam por mim e eu entre elas.... alguns pescadores buscavam sonhos, outros entrelaçavam ilusões, mas na calmaria do mar, em suas profundas ondas, eu escondi o mais precioso de todos... aquele que era a minha VI-DA, aquele que era o meu DA-VI. 

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Bom presságio



Doce esperança repetia mil vezes para si mesma:

- Sou apenas um inseto, associado ao bom presságio. Mas, o que é um bom presságio?

Esperança aprendeu desde cedo a dar longos saltos e esticar suas asas buscando correntes de ar gentis que a carregassem para outros lugares.

Esperança acreditava em coisas sem sentido: amor, felicidade, paz e alegrias.  Gostava de planícies sem vegetação, desertos sem nenhuma vida e pântanos caudalosos. Deixava-se enamorar por flores sem perfume, plantas carnívoras e predadores venenosos.

Um dia esperança foi tomada por um súbito lampejo, e se atirou de um alto morro direto em um penhasco.

Pobre esperança, não morreu! Machucou uma pata, as antenas e uma de suas asas. Reergue-se com dificuldade, arriscou alguns saltos, mas estava muito ferida.

Deitou-se perto de um cacto e esperou o por- do –sol. Aos poucos adormeceu e sonhou.... sonhou com ventos doces e flores com perfume e mel.

Despertou em meio a muitas dores.... Doce esperança se indagava por que diabos não morreu na queda.  E continuava a se perguntar, mas agora aos berros: -O que diabos é um bom presságio????




terça-feira, 26 de julho de 2011

The road ahead



Como é triste e doce a melodia,
de um novo raiar do dia dentro de um pobre coração.

Suave estalar do sol,
Secando a úmida relva
de dores adormecidas.

O coração solitário,
tenta esconder o calvário
de sua amarga desilusão.

Clamo pelo cair da noite,
Para livrar- me do acoite das dores que luz me traz.

Na escuridão é que escondo,
as cicatrizes latentes
que roubam a minha paz.

Mas o algoz mais uma vez se levanta...
trazendo em sua mão mais uma chance de dor
Pois todo raiar do dia com sua triste melodia... no fundo se chama: amor


(Inspiração : Flumbing Towards ecstasy- Sarah McLachlan  ..... Sarah canta dores de amores com tamanha tristeza, que me alimento de suas lágrimas para escrever. Quem puder escutar a música, garanto que o poema fica ainda mais bonito: http://www.youtube.com/watch?v=rxguTqA32yk)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Ponto






Ando circulando pontos em minha mente.

Ponto, ponto sim.

Mas, não se trata de uma interrogação.
Não quero fazer nenhuma pergunta,
Nem tava pensando em exclamação.

Ponto.

Ponto, ponto sim, mas final e não de interrogação.
Não me enrole em reticências.
Não somos adeptos a digressão.

Ponto. Ponto sim!
Se quiser pode ir embora.
Este ponto é para agora.
Ponto final? Ponto?!

Nos ditos de outrora,
Na distância da espera,
Ou nas palavras esquecidas, 
Aquecidas em pontos febris de ônibus,
Há, ainda que curta, 
a pausa de um quase pronto!

É vírgula, ainda é uma vírgula!
bato meu ponto em quase tudo
Mas é a vírgula, esse mar finito
Nesse céu de pequenas embarcações
Que faz de tudo um quase ponto,
Um quase nada, insiste em continuar.


Está claro. 
Nesse canto,
o pronto do ponto, 
não deixarei  pelos cantos.

Ponto.

Produção coletiva:
Eu e Marcos Alves Lopes

terça-feira, 12 de julho de 2011

O casulo e a Borboleta



Como é cansativo este constante esforço de tentar escapar de mim mesma!
O dispêndio de energia para romper com as limitações do mundo, as limitações da corpo e as limitações da mente são extremamente extenuantes.
Não posso aceitar a condição que tenho que olhar pra dentro antes de abrir as asas para o mundo... o mundo está lá fora, aqui dentro, ainda é a prisão.
Não vejo a hora de irromper os liames que me prendem neste espaço onde tudo o que vejo, toco e sinto emana somente de mim.
Não nasci para viver no casulo, a natureza me chame e demanda mais... sempre mais.

Quero mais......quero sonhar mais... viver mais... e alçar altos vôos.
Quero respirar em longos haustos e dar um mergulho profundo.

Vem comigo?

domingo, 10 de julho de 2011

Imagem e semelhança ( Poema que eu ganhei do Marcos Alves Lopes)

Desse choro,
a triste partida
de Diadorim
a morte, suicídio de mim


Esse grito ferino
que rompe couraças
para fazer avalanches
esse meu ser chinfrim

(À Cacau Cruz e suas histórias de amor!)

Marcos Alves Lopes

Pulo ou não, merda!

Acordei num bilhete vencedor de milhões
(ganhei na mega sena!)
saí pelos corredores do albergue gritando:

-Ganhei, porra!

Depois de toda a burro-cracia da Caixa-Nada-Econômica
dinheiro na conta
não pude economizar tempo - fui ao shopping

O taxi parou do lado oposto à entrada principal
fui ganhando rua,
mas durante a travessia...
percebi que não tinha ninguém com quem comemorar
Era só! em minha própria alegria
(nenhum carro para me atropelar!)

Em bebidas e torresmos - torrava minha grana
minha gana estava somente nas putas que ainda não tinha comido
no vinho que não bebera
no absinto:


- só! não sinto minhas pernas...


Quando o dinheiro acabou voltei à vidinha-de-merda-de-sempre
Sozinho, sem grana e ainda sem ninguém para dividir absolutamente nada

...

Lá embaixo tudo permanece transparente
aqui, só! a dúvida:

Pulo ou não, merda!

Produção coletiva de uma madrugada:

Marcos Alves Lopes e eu

Queda Livre




Cansei do frio da cidade,
das doces inverdades,

e dos beijos sem paixão.

Cansei de brincar de me esconder,
de fingir não te querer,
de não sentir bater meu coração.
Sou como flor que brota,
A demandar-te afeto,

e o brilho do sol a surgir....

É nesse canto de grito,
de berro, de choro, que seja! que vou

vôo mesmo sem pestanejar
...
Não preciso de pernas para sair do lugar!

(Produção coletiva com o Marcos Alves Lopes)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Grão de areia




Como todo esse frio e a violência das ondas do mar,

sinto-me deslizar pelos rochedos enquanto me encanto pelo brilho da lua.

Estou cansada de ser levada de um lado para o outro à mercê das marés,

é chegado o momento de descansar e receber o afago sereno do abrigo amoroso.

Vou me alojar tranquila no lábios doces de uma ostra,

e esperar que ela gentilmente me enrole em seu calor...... e me transforme numa pérola.