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domingo, 31 de outubro de 2010



Feito chuva quente no final de uma tarde de verão,
chegou surpreendente iluminando um quarto escuro.
Caminhar doce e sereno,
Olhar seguro e pleno.

Não preciso estender minha mão,
Não tenho que cruzar os braços,
Acompanha e sustenta.
Não demanda o estabelecer de laços.

Silêncios com sorrisos,
Palavras sérias e contemplativas.
Se chorar, a chuva cái.
Se alegra! O meu céu se abre.

Abro os braços para o que não vejo,
Fecho os olhos, pois não tenho medo.
Se o coração bater rápido,
não me importa.
Que seja agora ou até mesmo nunca,
mas, que esse sentimento não se acabe.

2 poemas numa madrugada,
Telefones e caminhadas.
Perto ou distante.
Não temo mais nada.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Dor


Hoje eu não quero abrir os olhos.

Não quero o despertar doloroso do final dos sonhos e afogamento das lágrimas.

Hoje eu não quero sair da cama.

Não quero tentar pisar no chão para descobrir que o chão de outrora já não existe mais.

Hoje, novamente eu não vou comer.

Não vou alimentar um corpo que não tem mais desejos e por quês.

Hoje eu não vou responder perguntas.

Não quero mais os anseios vazios, os olhares sombrios nem a imprecisão das palavras.

Hoje eu quero me esquecer de mim.

Não quero pensar em nada, sentir nada, viver nada.

Hoje eu não quero respirar.

Não quero que meu coração bata, não quero ter de encher de ar um peito vazio.

Hoje sou um ser sem vida.

Sou apenas a ferida, apenas a dor do fim.

Hoje a dor da partida.

A dor da despedida tomam conta de mim.

As lágrimas são o tudo e o nada.

A história é página virada.

A boca está selada.

Não quero mais nada, enfim.