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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Mar revolto

Tentei colar o pedaço que faltava,
mas, o buraco era muito fundo para preencher apenas com sonhos.
No coração o sentimento bradava,
E a poeira das estrelas ainda cobre os meus olhos.

Fico relembrando de frases, palavras e momentos.
Dias inteiros passam no meu pensamento.
Ainda sinto o gosto do sal das ondas do mar.
Ou será o gosto das lágrimas?

Não há abraços que me recordem dos teus braços.
Nem beijos que acalmem meus desejos.
Tenho anseios latejando no peito.
Sobejam amores, dores... nem sei direito.

A sabedoria dos mais velhos já explicava:
Cola é para papéis,
Costura é para os tecidos,
Lágrimas é para o que não tem conserto.

A insônia me consome,
Culpa da paixão que trago em peito aberto,
Dói, como dói te querer.
Te querer e nao te ter por perto.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010



O relógio não se movimenta.
Passo horas olhando para os ponteiros,
como se quisesse movimentá-los com a força do meu pensamento.
Mas, o tempo não se rende aos meus caprichos.
Não anda para atrás, para que eu possa apagar momentos que teimo em lembrar.
Nem corre para frente, para me fazer sair da realidade que quero esquecer.

Os dias se movimentam lentamente.
São grãos de areia se arrastando na ampulheta do tempo.
São como estrelas que se apagam no universo.
Como os trovões distantes anunciando a tempestade.

Não há antídotos para o pesadelo que se sonha acordado.
Não há remédios para as dores do coração.
Não há remendos para as feridas da alma.
O tempo, maldito tempo. Se arrasta e me pede calma.

Como posso ficar calma se nem tenho vontade de chorar?
Como posso ficar calma se nem tenho vontade de gritar?
Como posso ficar calma quando não quero mais sorrir?
Como se pede calma para alguém que está a sofrer?
Parecem querer injetar vida nas veias de quem só quer morrer!

Calem-se todas as vozes.
Emudeçam-se todos os sons.
Vou deixar que o silêncio do tempo,
ou quem sabe os trovões da tempestade e o vento,
tragam o sono e esquecimento.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

coração meu


Não, não é por causa da chuva.
Estou caminhando rápido para chegar logo em casa.
Quero me esconder dos olhos que me seguem.
Me fechar no meu mundo.

Não, não é por que a noite chegou.
Corro por entre os carros por que estou fugindo.
Fugindo das palavras venenosas.
Das pessoas faltas.
Do vazio da multidão.

Não, não é por causa da solidão.
Deito na cama por que quero me esquecer de tudo.
Quero dormir profundamente.
Quero estar em paz por alguns minutos.

Mas, o coração bate acelerado.
As lágrimas caem sem esforço.
Está frio, mas é de fora para dentro.
Sinto falta de sentir falta.

Não, não quero um abraço.
Não quero doces palavras,
Não quero sorrisos falsos.

Eu sei o que eu quero.
Eu sei o quanto eu quero.
Eu sei por que eu quero.
Eu sei quem eu quero
.... eu espero...
.... eu espero.... eu ESPERO!

domingo, 7 de novembro de 2010

Quando os pares se refletem





Ah... e o meu coração alegre quer te entregar mais do que um suspiro.
Boca quer te entregar mais que um beijo.
Braços querem te dar mais uma braço.
A mente não quer mais te dizer adeus



Como é bom acordar e continuar sonhando.
Me pegar sorrindo em plena tempestade.
Viajar e morrer de saudade.
Despertar e ainda ser tudo verdade.


Vem pra perto que te quero sempre ao lado.
Te ver sorrindo ou até mesmo calado.
Sentir teu cheiro.
Com o coração batendo mais... muito mais ligeiro.


Chama sim, mas não é daquela que se apaga.
O sentimento aqui dentro só se propaga.
Você me bate e depois me afaga.
Em suas mãos meu orgulho não significa nada.


Ah... sentimento doce que chegou faceiro.
Posso dizer isso de verdade.
Porque amor.... tem que ser felicidade.
E muito amor nasce de uma simples amizade.

domingo, 31 de outubro de 2010



Feito chuva quente no final de uma tarde de verão,
chegou surpreendente iluminando um quarto escuro.
Caminhar doce e sereno,
Olhar seguro e pleno.

Não preciso estender minha mão,
Não tenho que cruzar os braços,
Acompanha e sustenta.
Não demanda o estabelecer de laços.

Silêncios com sorrisos,
Palavras sérias e contemplativas.
Se chorar, a chuva cái.
Se alegra! O meu céu se abre.

Abro os braços para o que não vejo,
Fecho os olhos, pois não tenho medo.
Se o coração bater rápido,
não me importa.
Que seja agora ou até mesmo nunca,
mas, que esse sentimento não se acabe.

2 poemas numa madrugada,
Telefones e caminhadas.
Perto ou distante.
Não temo mais nada.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Dor


Hoje eu não quero abrir os olhos.

Não quero o despertar doloroso do final dos sonhos e afogamento das lágrimas.

Hoje eu não quero sair da cama.

Não quero tentar pisar no chão para descobrir que o chão de outrora já não existe mais.

Hoje, novamente eu não vou comer.

Não vou alimentar um corpo que não tem mais desejos e por quês.

Hoje eu não vou responder perguntas.

Não quero mais os anseios vazios, os olhares sombrios nem a imprecisão das palavras.

Hoje eu quero me esquecer de mim.

Não quero pensar em nada, sentir nada, viver nada.

Hoje eu não quero respirar.

Não quero que meu coração bata, não quero ter de encher de ar um peito vazio.

Hoje sou um ser sem vida.

Sou apenas a ferida, apenas a dor do fim.

Hoje a dor da partida.

A dor da despedida tomam conta de mim.

As lágrimas são o tudo e o nada.

A história é página virada.

A boca está selada.

Não quero mais nada, enfim.